domingo

Logo ali (ou Felicidade)

(Texto: Jorge Américo / Ilustração: José Rosado)
Pareceu sempre tão longe, mas era logo ali
O ponto de chegada, a estação terminal.
Era o fim da procura
De algo de que nem se sabia
A textura, a cor, o gosto, o cheiro, a temperatura.

Perecia felicidade
Embasbacava feito felicidade
Deixava na boca um gosto de algodão-doce, feito felicidade
Cegava feito felicidade
Fazia não se querer mais nada, feito felicidade

Insubordinável,
Ele não conteve o impulso
E avançou que nem bicicleta quando perde o freio na ladeira:
Quebrou o nariz!
Ela esteve o tempo todo ali, disfarçada,
Pintada com as cores de um belo dia de sol.
Ele não sabia, mas a felicidade
Era uma muralha intransponível.

  




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